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Os quinteiros, talvez galifões!



Uma quinta. Talvez em tempos distantes, um feudo.

Um quinteiro - talvez galifão - e os seus vassalos.

O cerne do ser e do viver - a felicidade.

Nesta relação de causa efeito os galifões cantam uns com os outros - talvez uns contra os outros. No seu feudo, ou capoeira, elevam o seu brado na tentativa - que talvez tenha pouco a ver com a felicidade - de se afirmarem.

As relações mútuas e os seus princípios básicos: bom senso, espírito de entreajuda.

Num tempo em que a agricultura nacional parece estar a andar para trás observa-se enorme proliferação de quinteiros, vulgos galifões. Obviamente, se as terras estão ao abandono terão de existir alguns lugarejos ocupados pelos ditos e já abundantemente referenciados e vistos e ouvidos e revistos e bradados.

Quando passaremos nós a dar as mãos e a voar em conjunto, sem quadros abstractos onde se desenha a realidade que queremos que os outros almejem?

Escrito por: Samuel Chiquita
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Acerca

Triste de quem vive com os olhos fechados sem a ambição e a coragem de os tentar abrir. A procura da verdade só é possível se formos capazes de nos libertarmos de preconceitos. Preconceitos que nos cegam e nos tornam incapacitados, limitados ao ponto de não conseguirmos repensar nas opiniões que outrora recebemos através da crença.