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A vida é uma comédia para aqueles que pensam e uma tragédia para aqueles que sentem.

Horace Walpole



O ser, humano, parece ter a capacidade de criar algo… ou será recriar? Parece querer alcançar algo, o quê?, que origine sentido no insondável senso e contra-senso do quotidiano. Por exemplo:
O que significa princípio?
O que significa fim?
Onde cabe o infinito?

Teremos sido nós os criadores de algo que poderá parecer difícil de definir? Criar? Recriar? Existir? Prisão das palavras por revelar? Do ser a encontrar?

Somos um país de analfabetos. Destes alguns não sabem ler.

Vergílio Ferreira

Dia não- poema de José Saramago

De paisagens mentirosas
de luar e alvoradas
de perfumes e de rosas
de vertigens disfarçadas.

Que o poema se desnude
de tais roupas emprestadas
seja seco, seja rude
como pedras calcinadas

Que não fale em coração
nem de coisas delicadas
que diga não quando não
que não finja mascaradas

De vergonha se recolha
se as faces tiver molhadas
para seus gritos escolha
as orelhas mais tapadas

E quando falar de mim
em palavras amargadas
que o poema seja assim
portas e ruas fechadas

Ah! que saudades do sim
nestas quadras desoladas.

Compromissos...
Riscos...
Viver a vida...
Qual a justa medida?
O que é importante?
A descoberta do ser
É relevante?
Compromissos...
Vejamos!!!
O quê?
Ídolos a passar,
Publicidade a rodar,
Coisas para não pensar,
Falsos símbolos
Para não poderes amar?
Prazer?
O animal sexual terá prazer?
E tu, o que és tu?
Quais as componentes,
De facto existentes,
Da felicidade?
Realização pessoal?
Será vaidade,
Cobiça, inveja, maldade?
O que te realiza?
Justiça?
Paz?
Amor?
Dinheiro?
Vida?
Continuemos então
A morrer todos os dias...

Uns parecem e não são... outros não parecem e são...

A Corrupção e os portugueses

Apresentação do livro "Corrupção e os Portugueses" por António Pedro Dores e Rui Brites, Docentes do ISCTE-IUL.



Fonte: dsi.iscte.pt/videodifusao/

Porque nem todas as pessoas tem acesso a este tipo de conteúdos fica aqui esta conversa/ debate.

Temos de largar esse carácter provinciano e parcelar da ausência de ser, de existir. O conhecimento, a vida faz-se da união. O todo é mais que a soma das partes. O poder está associado, sem razoável ou ignorante alternativa, à verdade, ao amor. Juntos são um só. Mas são mais do que isso. Temos de pensar mais do que nós mesmos. Como dizia Fernando Pessoa, na voz de Bernardo Soares: "Revejo, com um pasmo assustado, o panorama destas vidas, e descubro, ao ir ter horror, pena, revolta delas, que quem não tem horror, nem pena, nem revolta, são os próprios que teriam direitos a tê-las, são os mesmos que vivem essas vidas. É o erro central da imaginação literária: supor que os outros são nós e que devem sentir como nós. Mas, felizmente para a humanidade, cada homem é só quem é, sendo dado ao génio, apenas, o ser mais alguns outros."

Ilusão



Mitos... Somos nós... Ilusão... Diz o que é ser feliz.

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Acerca

Triste de quem vive com os olhos fechados sem a ambição e a coragem de os tentar abrir. A procura da verdade só é possível se formos capazes de nos libertarmos de preconceitos. Preconceitos que nos cegam e nos tornam incapacitados, limitados ao ponto de não conseguirmos repensar nas opiniões que outrora recebemos através da crença.