"E o Burro Sou Eu! ..."
"E o Burro sou Eu! ..."

Uma quinta. Talvez em tempos distantes, um feudo.
Um quinteiro - talvez galifão - e os seus vassalos.
O cerne do ser e do viver - a felicidade.
Nesta relação de causa efeito os galifões cantam uns com os outros - talvez uns contra os outros. No seu feudo, ou capoeira, elevam o seu brado na tentativa - que talvez tenha pouco a ver com a felicidade - de se afirmarem.
As relações mútuas e os seus princípios básicos: bom senso, espírito de entreajuda.
Num tempo em que a agricultura nacional parece estar a andar para trás observa-se enorme proliferação de quinteiros, vulgos galifões. Obviamente, se as terras estão ao abandono terão de existir alguns lugarejos ocupados pelos ditos e já abundantemente referenciados e vistos e ouvidos e revistos e bradados.
Quando passaremos nós a dar as mãos e a voar em conjunto, sem quadros abstractos onde se desenha a realidade que queremos que os outros almejem?
Na festança, pela terceira vez o FMI vem em auxílio de Portugal! … Pela 3ª vez, alguns surripiaram a riqueza que se encontrava no cofre e comeram “a compota”. … Merecem que os ponham fora! …
Definitivamente devemos reflectir sobre o que queremos para os nossos pais, nossos filhos e para nós. As universidades produzem saber, formam talentos, que são surripiados e pagos para produzirem serviços que não se enquadram no perfil da sociedade com ética, com justiça e com equidade. Que regressem dispostos a contribuir para a reconstrução de Portugal.
Nas últimas décadas fomos ardilosamente aliciados, pressionados ao consumo. … Consumir casas, consumir carros, consumir estradas portos e aeroportos, consumir roupas, mobílias e outros tantos consumos supérfluos, próprios e impróprios, de tal modo que quase nos levaram a consumir uns aos outros. Geramos a “sociedade de consumo”, este mundo não chega para todos, vai ser necessário conquistar outro ou reinventá-lo!?... Alienados perdemos o sentido e os valores, como vamos e para onde vamos. Precisamos de recuperar dons de justiça, de equidade, de solidariedade, de compreensão e tolerância. Esta não é a nossa herança, queremos um mundo de oportunidades, assente no respeito, na alegria e no amor.
Vamos querer ter um futuro! …
País - Cortes comunitários prejudicam apoio a carenciados em Portugal - RTP Noticias, Vídeo
Com despreocupação, caminhamos desatentos às marcas do tempo… Alheios às raízes do passado, procuramos alguém que não queremos ver, negamos quem somos, o que fazemos aqui! … Ouvimos apelos de vidas esquecidas, que não amamos, nem lemos… coisas do presente. Brechas na construção do que somos, o que devíamos ser… Até quando? …